Una em livre queda

Una em livre queda

Com inconteste força em livre queda,
Segura em azuis lençóis celestes,
Agora teu o longe surge, constante breve cativo
Em calculada aurora,
Nesta ave peregrina
Mitológica memória.

À distância aparente pende
O chão se constitui
Feito parede desejada,
Reflete vossa paisagem construída
Com zinco e zinabre, aço e concreto,
Pujança trincada.

Assim esconde o grito
Que teu rosto é longa faixa perpendicular
Por teu corpo
Edifício manifesto.

Antever-te lamúria
Dançarina e abismo,
Leviatã de conceptiva gravidade.

Intocada objetiva leve
Sem fenda rasgo atrito
Delével maldade.

Una ética estendida,
Flutuante acima
Do degredado metal,
Desejar por bem anistiar teu mal.

Puro êxtase nos olhos claros de vidro
Encobre o gesto e propensão ao veneno funesto.

O que fica é a sombra itinerante
Do sublime momento, sem rastro,
Queda resumida ao gesto.

Aud D’Angelo Dias

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